segunda-feira, 27 de julho de 2009
CARTAS NÃO ENVIADAS
Hoje a minha sorte disse: “Faça apenas o que o seu coração mandar”. Logo hoje, um dia tão distante de acontecer tudo o que está em minha mente; bem antes de eu viver tudo o que eu sonho apenas com você. A distância está exatamente entre o sonho e o que bem longe será realidade. O meu coração me manda pegar o telefone e te ligar... Mas a razão me impede. A razão me impede de tanta coisa... Mas o que mais vale, o principal impedimento da minha razão é o de te dizer o quanto eu te amo. Maldita sociedade, manipuladora e estúpida, que nos faz cegos, no molda exatamente para sermos o que nunca desejamos. Sociedade que pede honestidade em todas as situações, mas que na hora de abrir o seu coração, se esconde por trás das malditas aparências. Eu sei, esta pode ser uma maneira burra de demonstrar o que sinto pra você, escrevendo uma carta secreta que jamais lerá, mas esta sou eu, uma reles humana socialmente encaixada na tal sociedade, a qual julgo e condeno. Não ache que é minha hipocrisia... Agora tento juntar todas as cartas que lhe fiz, na tentativa que sei ser frustrada de arrumar uma ponta de força de vontade para entregá-las a você, ou achar forças ainda maiores para lê-las. Eu ainda não sei o que é o amor... O que sei é o calafrio que sinto todas as vezes que te abraço ou que te toco, ou quando tento sem sucesso trocar palavras inteligentes com você. Hoje soube do seu sucesso em sua viagem a negócios... Quis te ligar, mas eu nunca te ligo. Quis então mandar-lhe uma mensagem, mas as minhas tentativas não passam de tentativas, sempre. Estou cansada de tentar “tentar”. Quero conseguir! Agora chega! Vou te mandar uma mensagem!
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