segunda-feira, 27 de julho de 2009

A madura verdade de ser humano

Antes de olhar pra trás,
Sentimentos mudados, sonhos repetidos,
Momentos de vão sentir, agonias de assim ser.
E nada ficar em seu devido lugar

Antes de viver aquela mesma vida
Sentir sempre os mesmos sentidos,
Acordar e achar as verdades maduras,
Se olhe no espelho e veja o quão insignificante tornastes

Se algum dia eu me vir, no reflexo do meu passado direi:
“Há de ser tua essa imagem real?
Há de ser tua a culpa de assim tornar-me
Esse vil ser que habita a terra dos desesperados e, sem saber, sem sentir, continua a ser?”

A madura verdade de ser humano
Torna-se o que significa viver,
A madura verdade “do” ser humano
Faz sentir, doer, incendiar, ferver,
Amar, gozar, viver, mas ainda ser,
Entre belas e malditas palavras,
A “madura” verdade (a madura verdade?).

É essa que arde ao fazer enxergar que
Tudo aquilo que um dia eu sonhei pra mim
Nunca foi nem de longe algo para alcançar,
Nunca foi concreto para realizar

A madura verdade de ser humano
Que, quando, ao mesmo tempo constrói a vida
Descrê o sonho e leva-o para longe
A madura verdade “do” ser humano
É o que enterra o desejo, mata as expectativas e manipula o “ser”.
Um ser que ao existir, sequer consegue permanecer
Apenas em mais um sonho frustrado.
A madura verdade de ser humano
Morreu em sua verdade E de verdade morta, acabam-se os anjos



3º LUGAR - CIRCUITO LITERÁRIO COLÉGIO CÂNDIDO PORTINARI - 2006

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