Antes de olhar pra trás,
Sentimentos mudados, sonhos repetidos,
Momentos de vão sentir, agonias de assim ser.
E nada ficar em seu devido lugar
Antes de viver aquela mesma vida
Sentir sempre os mesmos sentidos,
Acordar e achar as verdades maduras,
Se olhe no espelho e veja o quão insignificante tornastes
Se algum dia eu me vir, no reflexo do meu passado direi:
“Há de ser tua essa imagem real?
Há de ser tua a culpa de assim tornar-me
Esse vil ser que habita a terra dos desesperados e, sem saber, sem sentir, continua a ser?”
A madura verdade de ser humano
Torna-se o que significa viver,
A madura verdade “do” ser humano
Faz sentir, doer, incendiar, ferver,
Amar, gozar, viver, mas ainda ser,
Entre belas e malditas palavras,
A “madura” verdade (a madura verdade?).
É essa que arde ao fazer enxergar que
Tudo aquilo que um dia eu sonhei pra mim
Nunca foi nem de longe algo para alcançar,
Nunca foi concreto para realizar
A madura verdade de ser humano
Que, quando, ao mesmo tempo constrói a vida
Descrê o sonho e leva-o para longe
A madura verdade “do” ser humano
É o que enterra o desejo, mata as expectativas e manipula o “ser”.
Um ser que ao existir, sequer consegue permanecer
Apenas em mais um sonho frustrado.
A madura verdade de ser humano
Morreu em sua verdade E de verdade morta, acabam-se os anjos
3º LUGAR - CIRCUITO LITERÁRIO COLÉGIO CÂNDIDO PORTINARI - 2006
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário