A Paciência de Jó!
Antes que nos antecipemos...
... e declaremos o nosso orgulho paciente pela nossa própria paciência eu vos digo: A VIDA É UMA PISCINA DE STRESS! Nós mergulhamos de cabeça, nadamos de um lado pro outro, mas me digam, quem está fora dessa bendita piscina num dia ardente de sol? Quem consegue fugir dessa bendita piscina num dia de escaldar os miolos? Enfim, eu não vim aqui para ficar impaciente, até porque eu sou uma pessoa calmíssima! Minha vida, pelo contrário é que me conduz para o caminho da falta de paciência. Quem consegue ser paciente quando se acorda atrasado para o trabalho e o bendito ônibus não faz o favor de passar na hora certa? E, por acaso, há quem não se irrite quando a droga do despertador toca? Ou, ainda, há aquele que não se irrite com aquele encontro (des)nescessário no início do seu dia com aquela pessoa tão... forçadamente simpática! Me digam, quem não se irritaria? Não, imagina, ainda existem as “personificações da bondade e da pachorra”! Isso é um desaforo! Há quem diga que não se irrita com nada! Agora vejam? Vou dar o cachorro do meu vizinho de presente! Ainda há quem diga que a gentileza está acima de tudo! Disparate! Todos uns mentirosos deslavados! A minha madrinha, por exemplo, é uma dessas “magníficas” pessoas que fica tentando transformar um balde de esterco em perfume de gardênia! Acorda de manhã cedo, faz uma sessão inteira daquele “blábláblá” todo de “sei-lá-o-que-shwan”, toma aquele cafezinho descafeinado, sem açúcar, claro, e um monte de rituais imprestáveis que só fazem a cabeça! Pode até funcionar, sei lá, mas eu não conheço no mundo alguém mais irritante do que ela! Minha nossa senhora, será que é preciso falar tão devagar? Será que é pra não se embolar no pensamento lento? E pra quê? Pra quê fazer com que tudo se torne mais e mais “agradável”? Não, não me interprete mal, mas se você estivesse sentada ao lado dela durante 2 horas seguidas escutando uma música sendo cantarolada, bem de leve no seu ouvido sem interrupções acho que você não pensaria diferente de mim! Agora eu fico pensando: pra quê você ser o cúmulo da paciência se o que você faz, a cada dia que passa, é deixar as pessoas ao seu redor cada vez mais irritadas? De que serve todos esses ritos “benéficos” se as pessoas ao seu redor querem se matar quando se vêm sozinhas com você? Ah, dá um tempo! Será que as pessoas “cúmulo da calma” não se tocam que são irritantes? O mundo tá cheio de impaciência! Vamos seguir o mundo e ser um pouco mais “tolerantes” para com a nossa sociedade! É preciso dançar conforme a música, não acham? É preciso parar de tentar transformar um mundo “preto e branco” num mundo “colorido”! Pelo amor de Deus! Vamos parar com as palavras positivistas que são ditas quando você tá naquele dia de cão, só pra te acalmar, e que acabam te irritando ainda mais! Acabemos com esses programinhas de tevê patéticos de tardes de sábado, em que o apresentador “burro e ignorante” mostra as suas banhinhas, enquanto as suas dançarinas mostram... também as suas banhinhas! Chega! Não agüento mais ser tão paciente com esse mundo impaciente, ou talvez paciente demais! Como diria meu mestre Israel: “Pára o mundo que eu quero descer!”.
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