quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Redenção - Minha oração

Peço perdão a Deus, publicamente, em meus pensamentos expostos (mesmo que a ninguém). Às vezes me odeio por sempre fracassar e, por isso, peço perdão, por não reconhecer o que me oferece. Peço perdão por mal dizer as coisas do mundo, por achar que sou um nada. Minha vida tem valor porque você me faz estar viva. Mas é que tanta coisa acontece em meu caminho, minha cabeça titubeia, fraqueja, e eu não percebo o quão bom Tu és. Por isso, também, peço perdão. Quero um mar de rosas e só despejo um mar de lágrimas. Por isso, peço perdão. Estou fraca, mas, ainda, não sou forte. E, também por isso, peço perdão. Minha cabeça aperta, meu corpo é espremido por uma estrutura de ferro que quase me devora. Por isso, também, peço perdão, por não saber escapar, por me deixar desfalecer. Não tenho pouca fé, mas, também, não tenho muita. Também Lhe peço perdão por ser quem sou, mas foi você quem me quis assim. Sou refém do destino e, também, do livre arbítrio, afinal, Tu me conheces bem, melhor até do que eu mesma. Peço perdão pelas maldades que aprontei, sempre contra mim, pelos erros despejados, sempre contra mim, pelas falhas de qualquer gênero. Tento mudar, mas não sou forte. Também, por isso, peço perdão. Tu sabes quem sou e porque assim sou, afinal, foste Tu quem me criastes. Peço perdão por tudo o que já pedi, pelos arrependimentos e pela insatisfação. Não quero mais nada além, mesmo que esta frase soe hipócrita. Tenho saúde, amigos, família, amor, casa, estudo, todos, ou melhor, quase todos os objetos de meu desejo. Não quero nada, nada além do que já tenho. Talvez mais um pouco de tudo isso, mais nada. Peço perdão pelas vezes em que pedi para morrer, quão pouca minha gratidão pela vida, mas é que sou fraca, e por isso, também, peço perdão. E não quero pedir o perdão se não for de bom grado ao Senhor, não tenho mais audácia a pedir qualquer coisa, mesmo que o perdão. Afinal, me conheces bem para saber que todo este pedido resume todos os outros que surgirão depois.



Pois, então, eu quero paz... Paz!

MÚSICAS:

Valei-me Deus
é o fim do nosso amor
perdoa, por favor,
eu sei que o erro aconteceu mas não sei o que fez
tudo mudar de vez
onde foi que eu errei?
eu só sei que amei, que amei, que amei, que amei
Será, talvez
que minha ilusão
foi dar meu coração
com toda a força pra essa moça
me fazer feliz
e o destino não quis
me ver como raiz
de uma flor de lis
e foi assim que eu vi
nosso amor na poeira, poeira
morto na beleza fria de Maria
E o meu jardim da vida
ressecou, morreu,
do pé que brotou Maria
nem Margarida nasceu


Me diga já
O que foi que aconteceu
Você e eu
Era tão bom
Lembro-me bem
Quando a gente se encantou
Você trazia
Nos olhos
A lã do primeiro amor
Peguei na mão
Da vida eu não mais queria
Naqueles dias
Imaculados
E num abraço
Quis roubar um beijo seu
Mas você deu
Foi algo!
Indescritível
O mais que podia
Me arrebatou
Mas nesse beijo
Só tinha alegria
Faltava dor
Você foi prum lado
E eu pro outro
Aí desandou!...

(DJAVAN)

Acontecimentos - Marina Lima

Eu espero
Um acontecimento
Só que quando anoitece
É festa no outro apartamento

Todo amor
Vale o quanto brilha
E aí
O meu ainda brilhava
Brilho de jóia e de fantasia

O que que há com nós dois, amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim

Era fácil
Nem dá pra esquecer
E eu nem sabia
Como era feliz de ter você

Como pôde
Queimar nosso filme
Um longe do outro
Morrendo de tédio e de ciúmes

O que que há com nós dois amor?
Me responda depois
Me diz por onde você me prende
Por onde foge
E o que pretende de mim

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Imposto




A gente paga imposto...
...por sono, sorte, amor e dor. Quem foi que disse que se pode sonhar enquanto o imposto não cobra? A cobrança é uma amiga constante dos desejos em sonhos... Como você acha que eles se realizam?

Ontem






É incrível como as piores coisas que desabam sobre sua cabeça são as invisíveis. Parece até que se o mundo caisse MESMO em cima de nós não seria tão doloroso. Minha cabeça está cheia, abafada e pesada. Estupro até o sono dos outros com meus gritos surdos. Por onde posso escapar do perigo que há dentro de mim?

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Por que não canso de chorar?

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A alma que se banha está sempre limpa!

O olho (engana)

"-Você chora, eu choro?
Quem é você que me aparece no espelho?

-Eu sou você!"

O reflexo não sou eu, é apenas o que penso...
Em pensar que esperava que tudo fosse um mar de rosas... Não sou a mulher que sempre achei que fosse...
parece?
sempre.

voa o tempo...
aflige.

amedronta?
vai saber!

em mim, tudo é história,
ou poesia...
Também so(u)o o que soa...
...e sigo esperando respostas...

Resposta

Não sou madura o suficiente para entender todas as coisas, mas entendo quase tudo o que se passa ao meu redor...
Se sinto, se vejo, tudo faz sentido dentro de mim...
E externalizo aquilo que me sái de dentro, sem pudor, apenas respeito...
Porque, na vida, já sofri demais, mas nada vai ser como jamais foi antes...
Por isso crio, no mundo, algo diferente, algo que me desperte a verdade, a serenidade e a paz...

Por que não dá pra reconhecer o que acontece de verdade?

(Mas não há verdade pura, existem verdadeS)

Então, olhe a verdade que existe dentro de mim, pra variar...
Não tem explicação...
No fundo, nada tem...
Sei lá, acho que a cabeça pira por não conseguir encontrar razão, onde não se tem... Sujeito cartesiano, se retorcendo dentro de um corpo que não consegue ser mais que emoção...
Chorar? Já choro sem motivo... E pra quê se deve ter motivo pra lavar a alma? Arrumar uma escapatória pra fugir do sorriso falso ou dissimulado... ou, quem sabe, sem graça? Pra quê não ter graça enquanto a graça da lágrima está no seu gosto, às vezes, doce? E pra quê se arrumar razão pra concretizar tudo à nossa volta? Pra quê modificar a razão da não razão?

Acho que não me fiz entender, mas a razão dentro de mim agora está muito confusa... Morte do sujeito cartesiano que nunca houve em mim...

Deixa eu ver aqui o que a indagação de mim indagou...

"A vida é como ela é..."

Indignidade da alma pensar que se pode resolver tudo sobre as mãos vazias e solitárias...
O que move o mundo não são estas mãos apenas.
Não há como fazer,
não há como não dizer ou receber um "não",
não há como ser UM ser...

Há como se construiir e fluir nesta construção, não mais sozinha, não mais além de si...
Indigno pensar apenas o que se quer...

A vida não é cruel, é só do jeito que é...

(À Anjo Negro - Explicação à paráfrase do seu criador, Nelson Rodrigues)