Peço perdão a Deus, publicamente, em meus pensamentos expostos (mesmo que a ninguém). Às vezes me odeio por sempre fracassar e, por isso, peço perdão, por não reconhecer o que me oferece. Peço perdão por mal dizer as coisas do mundo, por achar que sou um nada. Minha vida tem valor porque você me faz estar viva. Mas é que tanta coisa acontece em meu caminho, minha cabeça titubeia, fraqueja, e eu não percebo o quão bom Tu és. Por isso, também, peço perdão. Quero um mar de rosas e só despejo um mar de lágrimas. Por isso, peço perdão. Estou fraca, mas, ainda, não sou forte. E, também por isso, peço perdão. Minha cabeça aperta, meu corpo é espremido por uma estrutura de ferro que quase me devora. Por isso, também, peço perdão, por não saber escapar, por me deixar desfalecer. Não tenho pouca fé, mas, também, não tenho muita. Também Lhe peço perdão por ser quem sou, mas foi você quem me quis assim. Sou refém do destino e, também, do livre arbítrio, afinal, Tu me conheces bem, melhor até do que eu mesma. Peço perdão pelas maldades que aprontei, sempre contra mim, pelos erros despejados, sempre contra mim, pelas falhas de qualquer gênero. Tento mudar, mas não sou forte. Também, por isso, peço perdão. Tu sabes quem sou e porque assim sou, afinal, foste Tu quem me criastes. Peço perdão por tudo o que já pedi, pelos arrependimentos e pela insatisfação. Não quero mais nada além, mesmo que esta frase soe hipócrita. Tenho saúde, amigos, família, amor, casa, estudo, todos, ou melhor, quase todos os objetos de meu desejo. Não quero nada, nada além do que já tenho. Talvez mais um pouco de tudo isso, mais nada. Peço perdão pelas vezes em que pedi para morrer, quão pouca minha gratidão pela vida, mas é que sou fraca, e por isso, também, peço perdão. E não quero pedir o perdão se não for de bom grado ao Senhor, não tenho mais audácia a pedir qualquer coisa, mesmo que o perdão. Afinal, me conheces bem para saber que todo este pedido resume todos os outros que surgirão depois.
Pois, então, eu quero paz... Paz!
Pois, então, eu quero paz... Paz!
