sábado, 13 de novembro de 2010

Viver distante

Vivo distante de mim, de quem eu realmente sou... Minha identidade, minhas idiossincrasias, se confundem num emaranhado de sons e velocidades... A nova vida é cinzenta e cor de rosa, como as novas vidas de transformação brusca. A nova vida tenta reconhecer rostos como em outrora, que não conseguem se figurar. Onde estão as aproximações que vivia fazendo para me sentir em casa? As ideias que tinha de encontrar várias de Laís, de Sócrates, de Caio, de Alan... Descobri que jamais se figurarão... Eles são únicos! Aí reside a sua nobreza... Mas eu só queria trazê-los fisicamente mais perto, enxergar seus rostos onde não existem (nem existirão), acanhar-me em seu carinho onde não existe (nem existirá)... Resta-me o costume, "pero sin endurecer, jamás!". Jamais...

Nenhum comentário:

Postar um comentário