Não adianta se indignar por “poucas” coisas, nem vale a pena achar um absurdo os recortes da realidade. Assustamo-nos quando um homem morde um cachorro quando, na verdade, isso nunca acontece, é o cachorro quem morde o homem todos os dias. Conformemo-nos, açoitemos o conceito de democracia, afinal de contas é utópico, fruto da mente da sociedade, como todos os outros. A novidade da notícia e seu caráter de arrebatamento falecem. A denúncia e a investigação também. Isto porque a corrupção já faz parte de nosso cotidiano, não é mais surpresa, não traz espanto algum. O homem anda tão apático que não tem mais coragem de morder o cachorro, é mordido, sucumbe a ele todos os míseros cotidianos dias de sua existência banal.
Cristalizações dos preconceitos fazem com que o normal, como esquecer a chave de casa e forçar a entrada na porta seja algo criminoso, racial. Um homem, por maior que seja a instrução, é ditado fora de regra, marginal, apenas pela aparência que apresenta. E isso não é notícia, não é motivo de indignação, porque faz parte dos sentimentos, pensamentos e ações do homem, não traz nada que seja novo. E tudo acaba em uma cervejinha, para esfriar os ânimos (no Brasil, acaba em pizza mesmo!).
Não adianta se indignar. Façamos como minha querida avó, pensemos porque a neta de Sarney expôs o avô pelo celular para pedir emprego ao namorado: “Por que essa menina não falou com o avô pessoalmente?”.
Cristalizações dos preconceitos fazem com que o normal, como esquecer a chave de casa e forçar a entrada na porta seja algo criminoso, racial. Um homem, por maior que seja a instrução, é ditado fora de regra, marginal, apenas pela aparência que apresenta. E isso não é notícia, não é motivo de indignação, porque faz parte dos sentimentos, pensamentos e ações do homem, não traz nada que seja novo. E tudo acaba em uma cervejinha, para esfriar os ânimos (no Brasil, acaba em pizza mesmo!).
Não adianta se indignar. Façamos como minha querida avó, pensemos porque a neta de Sarney expôs o avô pelo celular para pedir emprego ao namorado: “Por que essa menina não falou com o avô pessoalmente?”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário